Information Systems Blog 2009/2010

Sunday, 8 November 2009

The Do-IT yourself era...

Informática. Este é provavelmente o conceito que hoje em dia reje o nosso dia a dia.

Poucos são os Euros hoje em dia que circulam de mãos sem a ajuda de um sistema informático qualquer... quer seja uma simples caixa registadora ou um transferência interbancária entre duas agências em cantos opostos do mundo.

Um dia sem internet é considerado como um dia de caos para muita gente no mundo. Dependemos da informática e do seu bom funcionamento para podermos viver clamamente as nossas vidas: podermos efectuar os nossos pagamentos com multibanco, podermos comunicar com os nossos parceiros do outro lado do mundo, podermos controlar o tráfico de carros numa cidade e mesmo o tráfego aéreo.

E com a importância que a informática tem nas nossas vidas, as empresas têm, ao longo das ultimas décadas aumentado exponencialmente os seus investimentos nestes departamentos, com uma preocupação cada vez mais acrescida em manter os seus sistemas actualizados vendo este factor como um vantagem estratégica.

A verdade é que os tempos em que a tecnologia podia ser vista como um factor diferenciador numa empresa já lá vão. A tecnologia tornou-se numa comodidade aberta e disponível a todos sem diferenciação. Mais ainda, tecnologia é, hoje em dia, um dos factores mais fácil de copiar de uma companhia para a outra: nada é mais fácil de copiar do que um bite de informação. A realidade é que os próprios sistemas informáticos dependem da facilidade de cópia dessa informação por forma a facilitar a sua transferencia entre diferentes dispositivos.

Todos nós temos o pavor de perder as informações todas que temos nos nossos computadores, e assim compramos computadores cada vez mais potentes para tentar melhor proteger os nossos dados, mas o quepor vezes nos esquecemos é que o que é importante hoje em dia é a informação que estes contêm, e não as máquinas em si. A tecnologia chegou a um ponto em que facilmente se substitui uma máquina por outra sem grandes problemas.

Quando falamos de empresas no entanto temos que ser mais cautelosos: os investimentos em tecnologia podem ser fatais. Enquanto que há alguns anos a tecnologia podia ser em facto um factor diferenciador da competição e podia trazer vantagens competitivas, tal não é o caso hoje em dia, e os investimentos em tecnologia devem deixar de ser vistos como um imperativo competitivo, mas sim como um controlo de segurança e feitos com muita cautela no que toca a custos. Não faz sentido substituir terminais de empregados ao fim de 3 anos se as aplicações que estes utilizam continuam a ser as mesmas: processador de texto, e-mail, internet... e sobretudo se estas máquinas já suportam perfeitamente estes sistemas. Gastar milhares de euros em novas máquinas dual-core com placas gráficas dedicadas não faz qualquer sentido quando falamos de um utilizador como um jornalista. Assim como ter vários gigabites de memória disponíveis para os empregados poderem guardar ficheiros como musicas sacadas da net entre outros perfeitamente inuteis ao funcionamento da empresa e que apenas trazem custos acrescidos.

Um dos grandes defensores destas teorias é Nicholas Carr, um escritor americano, educado em Harvard, e que causou grande controversia com um artigo publicado na Harvard Business Review em 2003 intitulado "IT Doesn't Matter".

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